domingo, 30 de junho de 2013

A definição do que precisa ser avaliado ao longo da alfabetização não pode ser arbitrada sem um debate amplo entre os professores e coordenação pedagógica das escolas.
Uma matriz de avaliação dos conhecimentos que os alunos constroem durante a alfabetização precisa, desde cedo, incluir: 
medidas de escrita de palavras, 
medidas de leitura de palavras; 
medidas decompreensão de textos curtos;
medidas de produção de textos curtos. 
É importante avaliar cedo os conhecimentos que as crianças vão construindo sobre a escrita alfabética e sobre os textos escritos. 
A avaliação permite diagnosticar quais alunos merecem ensino mais ajustado a suas necessidades não deve ser adiada.
As atividades de avaliação devem ser complementadas com outras atividades elaboradas pelo professor. O importante é que o professor se coloque como mediador efetivo dessas situações de avaliação e auxilie os seus alunos a compreenderem o enunciado dos exercícios, monitore seu desempenho e possibilite que as realizem com autonomia. O professor deve lembrar que a aplicação do instrumento deve ser flexível quanto ao tempo e à organização dos alunos. Quanto ao tempo, poderá optar por dividir o conjunto de questões selecionadas em sessões que poderão realizadas em diferentes dias. Quanto à organização dos alunos, várias questões poderão ser realizadas coletivamente, outras em pequenos grupos e algumas individualmente. 
Nada ganharíamos com a opção por fazer exames ao final do 3º. ano, sem ter, nos anos anteriores, adotado medidas que garantam o atendimento aos alunos que precisavam ter recebido um ensino diferente do praticado com os coletivos de suas turmas. 
O máximo que isso poderia ensejar seria o crescimento de “programas de correção de fluxo”, que grupos privados oferecem às redes públicas, como salvação para o fracasso escolar. Como típica proposta de remediação, tais programas em nada alimentam a mudança na direção do que precisamos: um ensino que diagnostique cedo as dificuldades e que, de forma séria, crie alternativas oficiais para atender a diversidade de ritmo dos aprendizes. 
Rafael Saraiva

O que avaliar? Como avaliar? Para que avaliar?


Avaliar é diagnosticar o nível da aprendizagem de cada criança na construção do conhecimento.
O ciclo da alfabetização foi estabelecido num  bloco de três anos, isto se justifica que a criança precisa de um tempo para apropriar-se do processo interativo no espaço da escola.
Há uma concepção crítica da avaliação, que diz que avaliar é valorizar o sujeito, incluir pessoas, se comprometer em avaliar para ajudar a avançar.
No processo educativo, os alunos  não devem ser os únicos a serem avaliados, também a escola, a ação docente, o sistema de ensino e a comunidade escolar.
Para que avaliar?  Avaliar para pensar em nossa prática pedagógica, sobre os procedimentos didáticos que estamos usando em nosso cotidiano. 
A parte importante do nosso trabalho de  análise do processo pedagógico é feita durante todo o processo de aprendizagem  . É diagnosticando as dificuldades e os avanços da criança é que podemos melhorar a nossa prática pedagógica. 
Ao final de cada ciclo, 1º, 2º e 3º ano, o aluno deve saber ler, escrever, interpretar, produzir e calcular em diferentes esferas, considerando-se capazes de Introduzir/Consolidar/Aprofundar saberes.     
Celoi Reichow

Obras Complementares na Prática da E.M.E.F. Sady Hammes

As obras de Língua Portuguesa foram  selecionadas para constituir os acervos de alfabetização são
bastante diversificadas quanto às dimensões ou modos de tratar a linguagem que privilegiam.
• Livros que priorizam uma aproximação às letras, às letras no interior das palavras,
à ordem alfabética;
• Livros em que a tônica é brincar com a sonoridade das palavras;
• Livros que exploram o vocabulário, a formação de palavras e o significado das mesmas;
• Livros em que predomina a exploração de alguns recursos linguísticos utilizados para
a construção da textualidade;
• Textos literários como narrativas de ficção em prosa ou poesia.





Avaliação


        A avaliação da aprendizagem deve ser contínua, cumulativa e sistemática; com o objetivo de diagnosticar as situações de cada aluno; levando em conta sua bagagem cultural para a aquisição de novos conhecimentos. Essa avaliação deveria ocorrer de forma natural; quase sem reflexão, sem datas e horários pré-estabelecidos, e, se possível, sem rotulações de resultados e nem caráter punitivo, instigando as relações de ensino aprendizagem e buscando identificar os conhecimentos construídos e as dificuldades encontradas pelos alunos. Os erros servem para pistas que demonstram como o aluno está se relacionando com os novos conhecimentos.
        A avaliação deve verificar o que os alunos conhecem sobre um determinado conteúdo, orientando o professor de forma que possa planejar as atividades de acordo com as dificuldades dos alunos, favorecendo, assim, um avanço de cada um deles durante o ano letivo, pois o aperfeiçoamento da prática educativa é o objetivo de todo educador.
        Não é necessário aplicar as tradicionais ‘’provas’’. Outra maneira do professor avaliar é agrupar os alunos por nível de desenvolvimento cognitivo, propondo desafios pedagógicos aos grupos, de acordo com seus níveis de aprendizagem, avaliando a evolução dos mesmos.
        Necessitamos entender, primeiramente, como o aluno aprende a fim de ajudá-lo no seu crescimento, melhorando sua atuação em aula, buscando uma transformação social e não estagnar o conhecimento através de práticas disciplinadoras.
        O grande desafio é introduzir uma avaliação com critérios de entendimento reflexivo, conectado e compartilhado no processo ensino /aprendizagem, para formar cidadãos conscientes, críticos, criativos, solidários e autônomos. A nova modalidade de educação deve contemplar o qualitativo, descobrindo a essência e a totalidade do processo educativo, a qual poderá ser feita através de anotações diárias, portfólios e demais arquivos de atividades do aluno.
          A avaliação pode se dar em todos os níveis e em todos os momentos da vida do estudante,como forma de melhorar a qualidade do ensino.Ela consiste em verificar  o que o aluno aprendeu e se os objetivos propostos foram atingidos.Deve representar um instrumento indispensável na verificação do aprendizado contínuo dos alunos,destacando as dificuldades em determinada disciplina e direcionando os professores na busca de abordagens que contemplem métodos  didáticos adequados.
         Cabe ao aluno crítico autoavaliar-se analisando seus conceitos, e com a ajuda do professor; o qual criará instrumentos que exercitem/auxiliem os alunos a adquirir o hábito de refletir sobre suas ações diárias.

Segundo Magna do Carmo Silva Cruz “[...] avaliar para identificar conhecimento prévio; avaliar para conhecer as dificuldades e planejar atividades adequadas; avaliar  para verificar o aprendizado e decidir o que precisa retomar ;avaliar para verificar a utilidade/validade das estratégias didáticas para redimensionar o ensino.”


 Grupo Sady Hammes: Flavia,Neusa,Carine,Vali e Ialda

Avaliação


A avaliação é um processo natural que acontece para que o professor tenha uma noção dos conteúdos assimilados pelos alunos, bem como saber se as metodologias de ensino adotadas por ele estão surtindo efeito na aprendizagem dos alunos. Há muito tempo atrás avaliar significava apenas aplicar provas, dar uma nota e classificar os alunos em aprovados e reprovados. Ainda hoje existem alguns professores que acreditam que avaliar consiste somente nesse processo. Contudo, essa visão aos poucos está sendo modificada. 

Avaliação não deve ser somente o momento da realização das provas e testes, mas um processo contínuo e que ocorre dia após dia, visando a correção de erros e encaminhando o aluno para aquisição dos objetivos previstos. Nesse sentido, a forma avaliativa funciona como um elemento de integração e motivação para o processo de ensino-aprendizagem. A avaliação é um processo atualmente entendido não só como o resultado dos testes e provas, mas também os resultados dos trabalhos e/ou pesquisas que os alunos realizam. 

Existem inúmeras técnicas avaliativas como, por exemplo, a prova de consulta, trabalhos e pesquisas, resolução de soluções problemas, entre muitas outras técnicas, as quais permitem ao professor avaliar o desempenho dos alunos e fugir da tradicional prova escrita, essas técnicas apresentam algumas características como: 

• Possibilidade de professor e aluno dialogarem buscado encontrar e corrigir possíveis erros, redirecionando o aluno para a aprendizagem; 
• A motivação para a correção e o progresso do educando, sugerindo a ele novas formas de estudo para melhor compreensão dos assuntos abordados dentro da classe. 

O importante é entender que avaliar não consiste somente em fazer provas e dar nota, avaliar é um processo pedagógico contínuo, que ocorre dia após dia, buscando corrigir erros e construir novos conhecimentos.
Mírian Padilha
   

Um olhar para a Avaliação



             Avaliar as próprias estratégias didáticas, avaliar quais os conhecimentos que as crianças possuem, e posteriormente quais os conhecimentos  agregados .  Quando a avaliação ocorre de maneira contínua, contemplamos todas as fases de uma avaliação formativa. A avaliação inicial ou diagnóstica, a avaliação reguladora que permite a hipótese da intervenção e a avaliação final que permite a apresentação de certos resultados que indicará novas propostas de intervenção formando assim a avaliação integradora. Com o suporte de variadas ferramentas de avaliação, como escritas, fichas de acompanhamento, relatórios, entre outros, incluindo a auto-avaliação dos alunos, como também a dos educadores.
Afinal, para que avaliar?  Avaliar para a inclusão. Para favorecer aprendizagens  e não para legitimar as desigualdades perversas, que excluem e incentivam a competição. Avaliar para compreender o que o estudante já sabe e orientar o planejamento do professor. Avaliar para coletar dados a fim de direcionar o planejamento para  que ocorra o ensino e aprendizagem. Avaliar para garantir que as aprendizagens sejam consolidadas conforme o ritmo do aluno. Avaliar para refletir, planejar, agir e novamente a v a l i a r...
                                                                                                                   
Nair Kunde Lüdtke

quinta-feira, 27 de junho de 2013

AVALIAÇÃO DE CLARA TEREZINHA KATH



Precisamos identificar e conhecer as dificuldades dos nossos alunos para planejar as atividades adequadas  e saber quais as estratégias didáticas que vamos utilizar ,garantindo a continuidade da aprendizagem ao longo dos três anos e o monitoramento da mesma pelas crianças.
É necessário avaliar no início e durante todo o ano letivo;não apenas para verificar acertos e erros ,mas sim para acompanhar e redimensionar o nossso planejamento.
Através da avaliação diagnóstica será possível acompanhar se os nossos objetivos foram atingidos .

domingo, 16 de junho de 2013

Avaliação by Vera Castro



     Avaliar é um processo educativo, sendo uma forma de conhecer e entender o que os alunos já conhecem sobre determinado conhecimento e a partir deste planejar uma ação educativa, procurando não separar o aprender do fazer.   
    Precisamos avaliar durante todo o processo de aprendizagem de forma continua, pois diagnosticando as dificuldades ou avanços dos alunos, poderemos conduzir melhor a nossa prática pedagógica.
    E para tanto é necessário também garantir estas condições de avaliações, através de instrumentos diagnósticos adequados que possibilite à melhoria da aprendizagem, buscando identificar os conhecimentos que já possui, com os novos que estão sendo adquiridos, admitindo uma melhor compreensão destes. 
    Desta forma a avaliação não deve ser feita por comparação entre os alunos e seus colegas e sim entre o que a criança faz naquele momento e o que ela era capaz de fazer inicialmente.
   Sendo que avaliar não se traduz somente na ação do aluno, como também a ação da escola, a ação do docente e do sistema de ensino. Para que se possa, portanto construir estratégias para que em conjunto possamos melhorar nossa prática, utilizando a avaliação não como um fim, mas como um meio de buscar e atingir nossos objetivos para uma melhor qualidade de ensino.

Vera Lúcia Nolasco  Castro


      Sobre avaliação...

             Na perspectiva do método tradicional sendo ele sintético ou analítico a avaliação tem como objetivo final medir e classificar a aprendizagem dos alunos. A avaliação é feita através de atividades que exigem memorização, a famosa “decoreba”, os alunos devem dar respostas corretas, pois o erro é indicador de fracasso determinando e rotulando o aluno. A avaliação se torna excludente e vexatória, pois não valoriza os conhecimentos prévios dos alunos e é feita através de provas.
             Já a avaliação na perspectiva do construtivismo, interacionismo vê o erro do aluno como início do processo ou meio para que o professor possa definir seus objetivos e criar meios de atingi-los. A avaliação é necessária para que se tenha retorno do que está sendo estudado. Os registros das avaliações são diversificados como observação, portifólio, ficha de acompanhamento individual e coletiva.
             Devemos parar e pensar que tipo de aluno queremos formar, um aluno que pensa, cidadão, crítico, ativo, empreendedor, feliz, então, devemos refletir sobre os métodos de avaliação. A função do professor é ser mediador do processo, proporcionando os conhecimentos sistematizados e a avaliação investigativa e processual.

By Carmem Rosangela Mendes

Perguntas e respostas: Unidade 01

1- Como eram as práticas de alfabetização antes da década de 80?
Práticas de alfabetização baseadas em métodos sintéticos e analíticos.
- Retenção na 1ª série.
- Prioridade no ensino de um código.
- atividades de repetição e memorização.

2- O que Ferreiro e Teberosky demonstram sobre a escrita alfabética em seus trabalhos?
Ferreiro e Teberosky (1984) perceberam que para se apropriar  da escrita o aluno “precisaria entender que o que a escrita alfabética nota no papel são os sons das partes das palavras e que o faz considerando segmentos sonoros menores que a sílaba (os fonemas).” (Un.1, ano 1, p.16)

3- Segundo Ferreiro e Teberosky o que os alunos precisam compreender para entender como funciona o nosso sistema?
“(...) concepção de escrita como sistema de notação que, no caso, é alfabético. (...) é fundamental que compreendam que a escrita nota (ou “representa”, “grafa”) e como a escrita cria essas notações (ou representações) . (Un.1, ano 1, p.16)

4- Qual o conceito de letramento segundo Magda Soares?
“Segundo Soares (1998), o termo letramento é a versão para o Português da palavra de língua inglesa literacy que significa o estado ou condição que assume aquele que aprende a ler e escrever. (...).” (Un. 1, ano 1, p.16)
“(...) considerar os usos e funções da escrita com base no desenvolvimento de atividades significativas de leitura e escrita na escola (...).”      (Un. 1, ano 1, p.16)

5- Segundo o texto qual o resultado das avaliações externas e que medidas foram tomadas em nível nacional e nas SEE?
Resultados de avaliações em larga escala, sejam internacionais (PISA), nacionais (SAEB, Prova Brasil), estaduais ou municipais, têm revelado o baixo desempenho dos nossos alunos em leitura e confirmam o fracasso da escola em ensinar os estudantes a ler.
Algumas medidas têm sido efetivadas tanto em nível nacional, como no âmbito das diferentes secretarias de educação, para tentar superar os problemas relacionados ao aprendizado da leitura, tais como: a ampliação do Ensino Fundamental para 9 anos como forma de garantir que os alunos da rede pública de ensino iniciem o  processo formal de alfabetização aos seis anos de idade, a definição dos três primeiros anos do Ensino Fundamental como o período destinado à alfabetização o investimento na formação continuada de professores. E, um amplo debate sobre que métodos/metodologias utilizar para alfabetizar nossos alunos. (Alfabetizar letrando)

6- O que, segundo Soares, seria a desinvenção da alfabetização?
Segundo Soares (2004), ocorreu uma perda de especificidade (“desinvenção da alfabetização”) no processo de alfabetização após a difusão na década de 80 dos estudos sobre a psicogêneses da escrita. (Un. 1, ano 1, p.19) 

7- O que seria a reinvenção da alfabetização?
A autora propõe “reinventar a alfabetização” defendendo um trabalho com o Sistema de Escrita Alfabética através de práticas de letramento, a saber, alfabetizar por meio de práticas de leitura e escrita de gêneros e suportes variados em condições sociais de uso. (Un. 1, ano 1, p.19)

8-Que fatores permeiam o processo de alfabetização?
Ao tratarmos do processo de alfabetização, entendemos que ele é permeado por sua natureza complexa, pelos fatores políticos, sociais, econômicos e culturais.
Discordamos, portanto, da ideia de que aprender a ler e a escrever signifique apenas adquirir um “instrumento” para futura “obtenção de conhecimentos”; podemos pensar que a escrita também é instrumento de poder.


9-Qual é uma das razões para a delimitação de um tempo maior que um ano para a alfabetização?
“(...) a complexidade da aprendizagem da escrita é uma das razões para a delimitação de um período de tempo maior que um ano para que a consolidação da alfabetização ocorra.” (Un. 1, ano 2, p.13)

10- Para Ferreiro e Teberosky, qual o papel do erro?

Os “erros” (ERRO = HIPÓTESE) que o sujeito comete passam a ser reveladores das hipóteses que elabora sobre como a escrita funciona. (Un. 1, ano 2, p.14)

11-4- O que são crianças alfabéticas?
 “As crianças alfabéticas são as que conseguem compreender o sistema notacional e que, por isso, são capazes de ler e escrever palavras (ainda que apresentem dificuldades) e, às vezes, frases e pequenos textos. (Un. 1, ano 2, p.14)
 

12- O que são crianças alfabetizadas?
 “As crianças alfabetizadas, além de serem alfabéticas, são capazes de ler e produzir textos de diferentes gêneros.” (Un. 1, ano 2, p.14)

13- Para Ferreiro e Teberosky o que é preciso para alfabetizar?
 Segundo Ferreiro e Teberosky (1979), para se alfabetizar, a criança precisa perceber que o que a escrita alfabética nota no papel são os sons das partes orais das palavras e que o faz considerando segmentos sonoros menores que a sílaba.
No processo de construção desse conhecimento, as autoras apontaram que os sujeitos passam por diferentes fases que vão desde uma hipótese pré-silábica de escrita na qual o aprendiz não faz correspondência entre os segmentos orais e escritos das palavras, até a fase alfabética, quando percebe que as palavras são compostas de unidades sonoras como as sílabas e fonemas. (Un. 1, ano 2, p.15

14- O que é necessário para que ocorra o processo de consolidação de alfabetização?
Para que ocorra o processo de apropriação e consolidação da leitura e da escrita, é preciso considerar, para cada ano do ciclo de alfabetização: o que queremos ensinar, os conhecimentos já construídos pelos alunos, a natureza do objeto do conhecimento a ser enfocado, como se organiza o SEA e como os estudantes se apropriam dele. (Un. 1, ano 2, p.15)

15-Segundo Piaget como ocorre a aprendizagem?
Para Piaget “O indivíduo não poderia organizar suas operações num todo coerente se ele não se engajasse nas trocas e cooperação com o outro.” (1973, p.63). (Un. 1, ano 3, p.13)
Determinantes do desenvolvimento: maturação, estímulo do ambiente, aprendizagem social e tendência ao equilíbrio (organização).(Piaget, 1987) (Un. 1, ano 3, p.13)

16- Segundo Vygotsky como ocorre a aprendizagem e como se desenvolve a linguagem?
Vygotsky (1989) defende a importância da interação com o outro no processo de aprendizagem; (Un. 1, ano 3, p.13)
 Faz distinção entre “experiência pessoal e experiência da humanidade, que é vivenciada pelo indivíduo por meio dos instrumentos culturais e da linguagem.” (Vygotsky, 1989) (Un. 1, ano 3, p.13)

17- Como a atividade do aprendiz é destacada na teoria de Ferreiro e Teberosky?
A atividade do aprendiz também é destacada na teoria de Ferreiro e Teberosky (1985), que evidenciaram que, no percurso da aprendizagem, as crianças elaboram hipóteses sobre como a escrita funciona, ou seja, em lugar de apenas memorizar as relações entre letras e sons, elas tentam compreender as regularidades do nosso sistema de escrita. Desse modo, podemos dizer que quanto mais motivado estiver o aprendiz, mais concentrado na busca de desvendar os mistérios da escrita ele estará. (Un. 1, ano 3, p.14) 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Conheça o PNAIC


1. O que é o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa?
O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

Ao aderir ao Pacto, os entes governamentais se comprometem a:
I – alfabetizar todas as crianças em língua portuguesa e em matemática;
II – realizar avaliações anuais universais, aplicadas pelo INEP, junto aos concluintes do 3º ano do ensino fundamental;
III – no caso dos estados, apoiar os municípios que tenham aderido às Ações do Pacto, para sua efetiva implementação.
2. O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e o Plano Nacional de Educação (PNE) abordam o tema da alfabetização?
O Decreto 6.094, de 24/04/2007 define, no inciso II do Art. 2º, a responsabilidade dos entes governamentais de "alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, aferindo os resultados por exame periódico específico". E a Meta 5 do Projeto de Lei que trata sobre o Plano Nacional de Educação também reforça este aspecto ao determinar a necessidade de "alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade".
3. O que são as Ações do Pacto oferecidas pelo MEC?
As Ações do Pacto são um conjunto integrado de programas, materiais e referências curriculares e pedagógicas que serão disponibilizados pelo MEC e que contribuem para a alfabetização e o letramento, tendo como eixo principal a formação continuada dos Professores alfabetizadores. Estas ações apoiam-se em quatro eixos de atuação:

i) Formação Continuada de Professores Alfabetizadores - Curso presencial de 2 anos para os Professores alfabetizadores, com carga horária de 120 horas por ano, baseado no Programa Pró-Letramento, cuja metodologia propõe estudos e atividades práticas. Os encontros com os Professores alfabetizadores serão conduzidos por Orientadores de Estudo.
Os Orientadores de Estudo são professores das redes, que farão um curso específico, com 200 horas de duração por ano, ministrado por universidades públicas. é recomendável que os Orientadores de Estudo sejam selecionados entre a equipe de tutores formados pelo Pró-Letramento no município ou estado.

ii) Materiais Didáticos e Pedagógicos - Este eixo é formado por conjuntos de materiais específicos para alfabetização, tais como: livros didáticos (entregues pelo PNLD) e respectivos manuais do professor; obras pedagógicas complementares aos livros didáticos e acervos de dicionários de Língua Portuguesa (também distribuídos pelo PNLD); jogos pedagógicos de apoio à alfabetização; obras de referência, de literatura e de pesquisa (entregues pelo PNBE); obras de apoio pedagógico aos professores; e tecnologias educacionais de apoio à alfabetização. Além de novos conteúdos para alfabetização, muda também a quantidade de materiais entregues às escolas, cujos acervos serão calculados por número de turmas de alfabetização e não por escola, possibilitando aos docentes e alunos explorar melhor os conteúdos.

iii) Avaliações - Este eixo reúne três componentes principais: avaliações processuais, debatidas durante o curso de formação, que podem ser desenvolvidas e realizadas continuamente pelo professor junto aos educandos. A segunda mudança refere-se à disponibilização de um sistema informatizado no qual os professores deverão inserir os resultados da Provinha Brasil de cada criança, no início e no final do 2º ano e que permitirá aos docentes e gestores analisar de forma agregada essas informações e adotar eventuais ajustes. A terceira medida é a aplicação, junto aos alunos concluintes do 3º ano, de uma avaliação externa universal, pelo INEP, visando aferir o nível de alfabetização alcançado ao final do ciclo, e que possibilitará às redes implementar medidas e políticas corretivas. Também neste caso, o custo dos sistemas e das avaliações externas será assumido pelo Ministério da Educação; e

iv) Gestão, Controle Social e Mobilização - O arranjo institucional proposto para gerir o Pacto é formado por quatro instâncias: i) um Comitê Gestor Nacional; ii) uma coordenação institucional em cada estado, composta por diversas entidades, com atribuições estratégicas e de mobilização em torno dos objetivos do Pacto; iii) Coordenação Estadual, responsável pela implementação e monitoramento das ações em sua rede e pelo apoio à implementação nos municípios; e iv) Coordenação Municipal, responsável pela implementação e monitoramento das ações na sua rede. Ainda neste eixo, destaca-se a importância do sistema de monitoramento que será disponibilizado pelo MEC, destinado a apoiar as redes e a assegurar a implementação de diferentes etapas do Pacto. Por fim, ressalta-se também a ênfase do MEC no fortalecimento dos conselhos de educação, dos conselhos escolares e de outras instâncias comprometidas com a educação de qualidade nos estados e municípios.
Em 2013, o Ministério da Educação publicará um edital informando os critérios de premiação e reconhecimento aos professores, escolas e redes de ensino que mais avançarem na alfabetização das suas crianças.
4. Os estados ou municípios que já tem programas próprios de alfabetização de crianças precisam aderir às Ações do Pacto?
Face à relevância deste compromisso, o Ministério da Educação acredita que todos os estados e municípios farão a adesão ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, ou seja, se comprometerão a alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade e aceitarão participar das avaliações promovidas pelo MEC, independente dos métodos e materiais utilizados nas suas redes.

Em relação às Ações do Pacto, caso os entes já desenvolvam programas próprios de alfabetização e convergentes com os objetivos do Pacto, a opção pela adesão às ações propostas e disponibilizadas pelo MEC deve ser avaliada à luz daqueles programas. Cabe ainda frisar que, para adesão às Ações do Pacto, torna-se necessária a adesão prévia ao próprio Pacto.

Importante destacar que o programa de formação de Professores Alfabetizadores, incluído nas Ações do Pacto, terá como referência os livros e materiais didáticos e pedagógicos fornecidos pelo MEC. Além desses, outros livros e materiais didáticos e pedagógicos existentes nas escolas poderão ser objeto de análise e trabalho no curso de formação.
5. As escolas rurais estão incluídas no Pacto e nas Ações do Pacto?
Todas as escolas de educação básica podem ser contempladas pelo Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa e pelas Ações do Pacto, o que inclui as escolas do campo.

Neste sentido, as especificidades das escolas do campo foram incorporadas no conteúdo da formação e foram desenvolvidos cadernos de estudo específicos para os professores das turmas multisseriadas e multietapas.

domingo, 9 de junho de 2013

O que ensinar no ciclo da alfabetização?




     Para saber o que ensinar no ciclo da alfabetização é necessário que o professor reflita sobre as diferenças existentes entre o meio rural e o urbano a fim de adequar seu planejamento às especificidades dos alunos oriundos de cada um desses meios. A partir daí, o educador deve planejar considerando que a escrita deve ser significativa para as crianças e que, por isso, as atividades devem ser contextualizadas.
        Para isso, cremos que seja fundamental propiciar aos alunos momentos diários de manuseio e de leitura de variados gêneros textuais (notícia de jornal, propaganda, receita culinária, lista telefônica, bilhete, poesia, ditos populares, placas, embalagens, entre outros) bem como momentos de reflexão, de questionamentos orais acerca daquilo que está sendo desenvolvido em aula e também de produção textual.
Elencamos algumas atividades que contribuem para a prática do letramento e da alfabetização:
Conto e reconto de histórias;Brincadeiras de roda;Atividades com música;Escuta de histórias;Entrevistas;
Jogos didáticos.
          Por fim, ressaltamos a importância de planejar as atividades no ciclo da alfabetização em três momentos: ação-reflexão-ação.


  Edilene Braga de Mendonça, Eleunice Costa Martins, Vera Lúcia Nolasco Castro, Celoí Padilha Reichow,
Rosa Maria Freitas,Vanessa Costa dos Santos.



              Ler e produzir textos em diferentes situações e em diferentes gêneros de modo mais autônomo; Correspondência som-grafia por meio de diversas situações significativas e contextualizadas de escrita de palavras e de textos, considerando a realidade dos alunos; Ler e escrever palavras formadas por diferentes estruturas silábicas, além de saberem segmentar as palavras na escrita e utilizar diferentes tipos de letras;
As atividades devem ser diversificadas, atendendo os diferentes níveis de conhecimento dos alunos e evem contemplar a apropriação e a consolidação dos conhecimentos já construídos anteriormente, ou seja, alfabetizar letrando.
Clara Kath, Clenice Schneid, Jeanine Steinmetz,Patricia Dettmann.


            A alfabetização é um processo contínuo e complexo, é importante que a criança desde o 1º ano esteja em contato com o Sistema de Escrita Alfabética, através da ludicidade , cooperação com os outros e interação do sujeito com o meio. A escola deve garantir situações favoráveis de aproximação entre cultura escolar e do aluno.Fazer o uso de novas tecnologias e meios de comunicação são recursos também que podem ser utilizados no processo de alfabetização. O professor deverá explorar junto com seus alunos variados textos, possibilitando que todos entendam seu verdadeiro significado para a vida.
Mírian Padilha, Sandra Bubolz, Deise Lemke.






A alfabetização é um procedimento que se desenvolve a partir da apreciação e da reconstrução de hipóteses que o aluno faz acerca a língua. Neste procedimento temos que averiguar o que ele sabe e o que ele não sabe, porque é no que ele ainda não sabe que o professor vai agir.
A inserção das crianças de seis anos de idade no ensino fundamental amplia a escolarização, e o ensino fundamental passa a ter nove anos, onde três anos são destinados à alfabetização. A entrada das crianças de seis anos no ensino fundamental inflige novos desafios, sobretudo pedagógicos, para a área educacional.
Quando se fala ou se pensa sobre alfabetização, o que vem a cabeça é que alfabetizar é iniciar o aluno no conhecimento da leitura e da escrita. Quando se faz uma pesquisa sobre alfabetização, o conceito mais comum que se encontra em livros, revistas e internet é que a alfabetização está vinculada ao aprendizado do alfabeto e a sua utilização serve como código de comunicação. De acordo com Emília Ferreiro (2007) a alfabetização é um processo que acontece de maneira diferente em cada criança, onde o avanço deste processo vai depender como a criança é estimulada no meio em que vive. 
O aprendizado da leitura e da escrita é um processo que acontece devagar, que é construído aos poucos e o professor jamais pode achar que os alunos são seres que nada sabem e que o processo de aprendizagem tem que começar do zero, pelo contrário, os alunos estão inseridos em uma sociedade instruída, eles podem não saber ler em totalidade, mas já viram ou conheceram algo relativo às letras no ambiente onde estão inseridos.
Na prática de sala de aula o professor não pode separar o aluno do objeto de conhecimento, pois existem práticas que colocam o aluno frente à língua escrita como se fosse um objeto estranho, construído pelos outros, do qual ele deve aproximar-se com muito cuidado. Devemos mostrar para o aluno que o conhecimento não é algo sagrado, constante e o aprendizado da língua escrita é uma construção que ele tem e deve participar para que possa assim se desenvolver.
É de extrema importância colocar os alunos desde o princípio do processo de alfabetização em contato coma língua escrita, para que eles possam construir um sistema de representação da língua. Na aprendizagem da escrita é importante que os alunos se sintam animados a utilizarem a escrita como veículo para expressão e conhecimento, mesmo que ainda não domine o código convencional, pois é escrevendo que os alunos irão construir e desenvolver conhecimentos sobre a escrita. 
 Rafael Saraiva, Carmem Mendes, Nóris Cardozo, Deisi Biindchen, Vanessa Santos







As implicações da adoção de um currículo inclusivo.


A adoção de um currículo inclusivo requer que o professor alfabetizador seja investigador e esteja consciente da existência de mais de uma maneira de aprender e que, portanto, há também mais de uma maneira de ensinar. Além disso, ele deve ter sensibilidade para perceber as dificuldades de cada aluno, bem como valorizar os conhecimentos que este já traz.
Outro aspecto importante é que o professor consiga mediar a aprendizagem de forma a levar o educando a refletir sobre a linguagem oral e escrita. Para que isso ocorra, é imprescindível que o educador contextualize os conteúdos trabalhados, abordando temas relevantes, sem esquecer-se de incluir as especificidades da realidade do campo e considerar a diversidade de experiências vivenciadas pelo aluno dentro e fora da escola.
Enfim, o currículo inclusivo implica uma integração entre professor, aluno, escola e comunidade escolar, além de uma avaliação contínua, respeitando os aspectos atitudinais, comportamentais e conceituais.
Edilene Braga de Mendonça, Eleunice Costa Martins, Vera Lúcia Nolasco Castro, Celoí Padilha Reichow,Rosa Maria Freitas,Vanessa Costa dos Santos.




Quais as implicações da adoção de um currículo inclusivo?
A adoção do currículo inclusivo requer da escola o dever de dar acesso à cultura escrita a todos que a frequentam. Dos educadores, o compromisso em torno do pressuposto de que até os oito anos de idade as crianças tenham se apropriado dos conhecimentos necessários à escrita e à leitura de textos que circulam socialmente. O currículo inclusivo necessita do planejamento coletivo, inserido no contexto, investigativo e desafiador que sirva de ferramenta pedagógica para atingir os objetivos a que se propõe.
Ensinar com ousadia, solidariedade e prazer para que todos possam aprender.
                                                                                                                                 Nair Kunde Lüdtke

sábado, 8 de junho de 2013

Formação de Professores Alfabetizadores




     O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental. Apresentando o grupo de estudos da Educação no Campo.